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A história do Bordado

A origem do Bordado na história da Humanidade

Por Vitor Manoel dia em Blog

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A História mostra, que o bordado originou-se na pré-história, o primeiro ponto utilizado foi o ponto cruz, os nossos ancestrais, que moravam em cavernas, começaram a utilizar a técnica do ponto cruz, com agulhas feitas de ossos e o fio feito de fibras de vegetais ou tripas de animais, eles costuravam as suas vestes, que eram feitas da pele dos animais caçados para alimentação. Estima-se que já naquele tempo as roupas começaram a ser adornadas com bordados, juntamente com artigos de suas casas.
     O bordado com aplicação, data de tempos remotos, foi encontrado na Rússia em um fóssil que tinha suas vestes adornadas com aplicação em grânulos de marfim, com estimativa de data de 30mil anos a.C.
    Na Bíblia muitas vezes são feitos referências ao bordado. As civilizações antigas que abitaram as margens do rio Eufrates, difundiram muito o bordado. Se prestarmos atenção nos monumentos da Grécia antiga, 2.000 AC à 300 AC veremos que as túnicas das esculturas eram forradas de bordados. No episódio da Guerra de Tróia, entre 1300 AC a 1200 AC, em plena idade dos metais, fim da Idade do Bronze e início da Idade do Ferro, Homero fala dos bordados de Helena e Andrômaca. O Bordado é referência na música de Chico Buarque de Holanda e Augusto Boal, em referência a esta época da história, Mulheres de Atenas, (Atenas capital da Grécia) no trecho:

“Mirem-se no exemplo

Daquelas mulheres de Atenas

Sofrem pros seus maridos

Poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados

Elas tecem longos bordados”

 

    No oriente os imperadores nipônicos do século VII vestiam roupas de seda bordadas com imagens do Sol, da Lua, das estrelas, montanhas e de dragões – design muito semelhante ao do traje dos imperadores chineses.        

    A partir do século VII, o bordado tornou-se prática comum também no Ocidente. Nos séculos a seguir as abadias e mosteiros começaram a incentivar o bordado e cederam seus espaços para a prática da arte. As damas da corte e as próprias rainhas começaram a dedicar-se ao bordado.

     Muitas cenas da história foram retratadas em tecidos bordados, temos um exemplo significativo é o "Bayeux Tapestry" , bordado com 231 metros de comprimento que mostra a Batalha de Hastings em 1066.

     Mais tarde o bordado espalhou-se pela Europa Ásia e Estados Unidos, e se tornou uma arte popular, eram bordados letras do alfabeto, casas, borboletas, flores e diversos outros motivos que eram assinadas pelo bordador. Na Inglaterra foram encontrados trabalhos do ano de 1598.

     Nesta época também começaram a ser bordados cenas de pinturas, de temas religiosos, históricos etc.

     Então as bordadeiras durante séculos, com agulhas e tecidos copiavam figuras, desenhos de artistas ornamentando toda espécie de vestuário, cama, mesa, banho e toda sorte de peças utilizadas na vida cotidiana de reis e rainhas e do povo em geral. No início do século XVII, surgiram publicações de livros com motivos para bordar animais, árvores, pássaros e flores.

     Nesta época, desde o século XVIII, o homem tentou mecanizar a costura e por conseguinte o bordado, em 1755 o alemão Charles Weisenthal, tentou patentear uma agulha para uma máquina de costura, mas não funcional. Em 1804 John Scott Duncan  inventou uma máquina de bordar, mas não obteve êxito em sua funcionalidade, outros tentaram até que em 1814 o alfaiate austríaco Josef Madersperger conseguiu inventar e testar uma máquina para costurar e a patenteou.

     O alfaiate francês Barthélemy Thimonnier observando a forma de trabalhar das costureiras de Lyon, que eram rápidas ao costurar utilizando o ponto de cadeia, inventou a máquina abaixo, que foi chamada de Coseuse (cosedeira), fabricada em 1829. A inovação dava 200 pontos por minuto, enquanto manualmente se fazia 30. Este equipamento não foi muito bem aceito por alguns trabalhadores da época, pelo medo do desemprego, destruíram 80 máquinas e o obrigaram o inventor a abandonar Paris.

      Com as máquinas de bordar e de costura se aperfeiçoando e se popularizando, no início do século XX o bordado começou a ser mecanizado. Os bordados começaram a ser feitos também em máquina de costura doméstica reta e de pedal. Uma maneira de bordar bastante trabalhosa para o bordador, pois este tem que movimentar bastidores com os braços e a máquina com as pernas para acompanhar a forma das imagens bordadas, causando baixa produtividade.
      A melhoria da produtividade se deu com a máquina de bordar industrial que tinha o ponto em zig-zag. Mas ainda o bordador tem que movimentar o bastidor para acompanhar a forma da figura bordada.
      Assim o bordado manual e o feito a máquina começam a conviver, no início desse século o XX, as escolas ensinavam desde a infância a arte de bordar, principalmente para as meninas, para que elas soubessem bordar seus enxovais, era bonito a mulher ter todo seu enxoval bordado, as vezes anos eram passados preparando cada peça do enxoval para o casamento.            

     Até década de 50 do século XX, tivemos o bordado em branco em lençóis, toalhas de mesa e lenços. O bordado da Ilha da Madeira, era executado com fio azul claro sobre o tecido branco, muito usado em enxovais.

     Com a evolução da informática na década de 80, surgiram a máquinas de bordar eletrônicas profissionais e industriais, integradas com softwares que decodificam as figuras a serem bordadas, aperfeiçoando os bordados, dando qualidade e facilitando o prazer de bordar, aumentado desta maneira a produtividade. Este processo vem se aprimorando à passos largos, acompanhando a evolução da informática com softwares cada vez mais criativos, dando novos horizontes para o mundo maravilhoso dos bordados. Com isso o homens estão se envolvendo cada vez mais com a arte de bordar, desenvolvendo softwares e também na operando máquinas. O bordado cada vez mais se industrializa e a indústria de confecção sente-se mais a vontade para agregar valor e utilizar este complemento em série e embelezar as peças do vestuário.

 

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